Ampliflix #37 – Ampliando o Conceito e Design de Espaços de Aprendizagem

Ampliflix #37 – Ampliando o Conceito e Design de Espaços de Aprendizagem

Quando você pensa em ambientes de aprendizagem o que vem à cabeça? Provavelmente uma sala de aula? Lá, realmente passamos grande parte de nossas vidas aprendendo, mas com as tecnologias o conceito de espaços de aprendizagem se ampliou e traz em si, além de questões interessantes de design, novas esferas onde nos conectamos e desenvolvemos nossas capacidades cognitivas.

Se pensamos em espaços físicos da sala de aula, há cada vez mais uma preocupação em redesenhá-los para que o aprendizado seja potencializado por meio da colaboração, áreas para tempos individualizados, sempre tendo em mente questões importantes de design, como mostra a pesquisa do Professor Peter Barrett da Universidade de Salford, sobre o impacto do design dos ambientes escolares para o aprendizado. No artigo “The Design of a Classroom Does Make a Difference to Pupil Learning”, Barrett e seus colegas  compravam depois da pesquisa que incluiu 3766 crianças em 137 salas de aula de 27 escolas muito diferentes de que as características físicas da sala de aula representavam 16% da variação no progresso de aprendizagem dessas crianças.

Além disso, o artigo traz elementos importantes que toda escola e educador devem considerar:

Estimulação: complexidade visual e cor.

Individualização: sentido de pertencimento (personalização e espaços diferenciados), a flexibilidade do layout e conexão (ou busca do caminho).

Naturalidade: luz, temperatura, qualidade do ar, som e links para a natureza.

É claro que devemos ter cuidado para que o ambiente seja harmônico, com vida, sem ser “chato”, mas também não devendo ser caótico para que os alunos tenham o devido estímulo e energia para o aprendizado, mas no grau certo.

Alguns exemplos de salas de aulas que têm sido redesenhadas com esta preocupação sobre os elementos de design e ergonomia que podem ajudar no aprendizado vêm de nosso parceiro, Eduinfo. Danielle Andrada, a fundadora da Eduinfo, sempre mostra preocupação com os seguintes elementos quando analisa os espaços de uma escola e projeta um “makeover” para propiciar experiências de aprendizagem que impactem nos resultados acadêmicos dos alunos:

E que tal ampliar nosso conceito de espaços de aprendizagem na escola? Além da sala de aula, há várias áreas na escola que às vezes ficam esquecidas e que podem ser um convite à exploração, a ter um tipo de aula diferente. Um depósito pode virar um espaço maker, um pátio pode ser um convite a uma experiência conectiva de mlearning, com os alunos e seus celulares explorando possibilidades, a biblioteca tem tudo o que é necessário para ser um espaço de colisão e descobertas. Há que se pensar cada vez mais em integração de todas as nuances arquitetônicas de um ambiente físico escolar para que se tornem espaços propícios ao encontro e ao desenvolvimento cognitivo dos alunos.

Duas dicas que deixamos de livros que nos fazem refletir sobre questões de design e aprendizado e estão em nossas bibliotecas amplificadas são:

  

Algumas perguntas para a próxima vez que você entrar na escola:

  • Como posso tornar os espaços da escola e da minha sala de aula mais colaborativos?
  • Como criar cantos convidativos para os alunos desenvolveram projetos, talentos, competências em minha sala de aula?
  • Que espaços desocupados que posso criar experiências de aprendizagem?
  • Onde nunca levei meus alunos e que poderia ser interessante?
  • O que poderia sugerir para a direção da escola para explorar espaços na escola para a colisão?

E além da escola? Ah, aí é uma outra história, há um mundo nas ruas, nas cidades e no meio digital a sere descobertos e explorados. Aprendemos nas nossas redes, nas mídias sociais, em sites, em cursos online, em plataformas, nos dispositivos móveis. O conceito de espaço atualmente com as tecnologias também passa a ser algo desmaterializado.

E, claro, que tem presentinho amplificado! Um super board no Pinterest para te inspirar neste começo de ano e repensar seus espaços.

E você, qual é o seu espaço de aprendizagem favorito?

Carla Arena
Carla Arena

Malabarista, curiosa, eterna aprendiz, geek, educadora. Carla é apaixonada por aprender e retribuir. Por isso, se tornou professora e focou em desenhar experiências de aprendizagem para educadores e gestores. Carla sente-se privilegiada em ter trabalhado por 17 anos em uma Binacional em Brasília, a Casa Thomas Jefferson, onde foi Coordenadora do Departamento de Inovação e Tecnologias. Adora estar cercada por pessoas que a inspiram. Para Carla, ser AMPLIFICA significa começar movimentos, conectar educadores e profissionais fantásticos em busca de novos horizontes no meio digital.

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